Bueno defende reforma, mas com voto obrigatório
Novos apoios vão ajudar a tornar Brasilia uma aliada

Voto facultativo não, prega o deputado federal eleito Rubens Bueno , o mais votado do PTB para a Câmara Federal, com 87.985 votos. Durante a semana, teve seu nome incluído entre os falados para assumir um ministério, indicação que todos querem, já que ao Paraná os altos cargos administrativos são raros e instáveis . Bueno desconversa, mas indagado sobre qual ministério prefere deixa os gostos de lado e diz que ministério não se escolhe. O presidente é que escolhe quem quer para qual função. Se pensa no assunto, conversas rolaram. O deputado Rubens Bueno encerra a conversa sobre ministérios na breve observação feita, mas sabe-se que ele é dos nomes bem aceitos pela alta cúpula do PSDB, na cota pessoal de José Richa e Euclides Scalco, ambos interlocutores do Presidente aqui no Paraná.

Deixando o caminho das especulações , terreno estéril, voltamos à reforma político-partidária que anda na boca dos políticos, preocupados com a baixa estima da população . Rubens Bueno defende o voto distrital misto e o voto obrigatório. Confirma que a Associação Comercial do Paraná trocou idéias com ele antes de elaborar o manifesto de cobrança da ordem política, mas seu favoritismo pelo voto obrigatório não foi considerado. Avalia o deputado que se for liberado votar ou não, por lei, o risco de abuso do poder econômico aumenta. As pessoas mais conscientes podem se omitir de votar, e sobrará o voto dos ignorantes, levados até as urnas pelos candidatos de muito dinheiro empenhado nas campanhas. Do jeito que está, está bom, analisa o deputado.

Já o voto distrital misto é consenso entre os que apóiam o governo. Consiste em votar num candidato apontado por uma determinada região, o que caracteriza o distrital, e reforçar , na ausência de preferência por algum nome, o voto na legenda. Isso forma o chamado voto misto. A idéia encanta os políticos, que se esquecem dos candidatos comunicadores, aqueles que entram na casa das pessoas via rádio ou televisão, zerando o conceito de distrito representativo.

Rubens Bueno volta à Câmara Federal depois de ter renunciado ao mandato que conseguiu em 1990. Preferiu ser prefeito de Campo Mourão, sua base eleitoral, de 92 a 96 . Na ocasião, manifestou seu desagrado com a Câmara Federal. Lá ninguém consegue fazer nada, comentou na época. Quando é possível encaminhar um bom projeto esse só chega a discussão quando o mandato está acabando. Desta vez, Bueno resolveu encarar de novo a máquina emperrada do legislativo federal. Ao que parece, tem agora novos amigos para driblar as dificuldades.



Rubens Bueno
foi eleito como PTB,
mas o comportamento
é tucano.