Inventor do Paraná cria gerador econômico de energia. Josiliano de Mello O paranaense Wilson Rodrigues da Silva é inventor . Tem 36 anos. Estuda novas tecnologias. Dedica a maior parte do tempo às pesquisas. Já criou várias coisas. Considera seu invento mais importante um gerador econômico de energia. , que reduz o custo da energia gerada em até 70%. Segundo Wilson, "o gerador não provoca impacto sobre o meio-ambiente, pois produz energia sem poluir e não é preciso alagar faixas extensas de terra para instalá-lo". O invento pode ser adaptado às necessidades de uma casa, um condomínio, uma cidade. O gerador se baseia em duas energias, a gravitacional e a magnética e é acionado com um simples toque. Não usa energia elétrica para acionamento e não precisa de combustíveis derivados de petróleo. Não polui e a manutenção não é cara. Os componentes ativos duram em média três anos. Wilson Rodrigues da Silva trabalhou quatro anos na idéia. Tudo começou por acaso para esse autodidata que deixou a escola na sétima série e foi ganhar a vida como office-boy, arquivista, auxiliar de produção. Até que a idéia da geração de energia surgiu e concentrou seus trabalhos na viabilidade. As vantagens: O gerador econômico de energia tem vantagens várias, segundo seu autor. Um impacto ambiental positivo, preservando os ecossistemas. Viabilidade econômica exemplar: o custo do quilowatt hora cai de R$ 0,15 para 0,015, até 0,035, dependendo do número de consumidores atendido ."Com o gerador será possível individualizar o consumo de energia, zerando os possíveis blecautes, causados por intempéries e pelo esgotamento da capacidade de geração das grandes redes de distribuição de energia", argumenta o inventor. Ele defende sua idéia, analisando que o gerador mecânico é o único que não está sujeito a intempéries, pois tem como base o centro gravitacional da terra e o campo magnético permanente, que são constantes. O gerador é próprio para qualquer uso- doméstico, industrial, comercial- e suporta qualquer tensão, carga ou potência . O inventor tem como colaboradores, de maneira não-institucional, os professores Ney Matos da UFPR; Marcelo Rodrigues, do Cefet e Antonio Amorin. Além deles os empresários Wilson Baltazar e Caetano de Carvalho. O autor se anima ao dizer que o invento já despertou o interesse de uma multinacional do setor. Mas prefere não declinar o nome da empresa, pois evita precipitações.
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