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< capa da edição de 18 de fevereiro de 1999




Curitiba e São José dos Pinhais na frente.

Em dezembro de 96 a Revista Exame, do Grupo Abril, fez um levantamento sobre as dez melhores cidades do Brasil, entre capitais e grande porte, em qualidade de vida. Curitiba ficou em quarto lugar, atrás de Porto Alegre, Belo Horizonte e Campinas. Uma decepção, à época, para os curitibanos , mergulhados na publicidade abundante da "capital ecológica". Orgulho inadequado. Ser classificada como um dos lugares onde é bom viver, no Brasil, já é mérito adquirido. Se durante a gestão de Jaime Lerner como prefeito Curitiba não saiu do noticiário ­ certa vez um morador de Belo Horizonte olhou para o prédio sede da prefeitura municipal de Curitiba e perguntou: Foi alí que Jaime Lerner inventou Curitiba? E ouviu a resposta mais natural de um curitibano: Não, foi alí que Curitiba inventou o Jaime Lerner ­ na atual administração , a discrição de Cassio Tainguchi à frente, muito pouco tem sido louvada a cidade.

Ainda bem . Era tempo de segurar a demanda de habitantes de outras cidades , atraídos pela propaganda . De certo mesmo, o extraordinário sistema de transporte público. E um dado a mais que não consta das pesquisas: a qualidade de ensino , tanto particular como da rede municipal. E um crédito também para a rede estadual , treinada e reciclada no primeiro governo de Lerner , já governador. Salários à parte, o ensino foi ponto fundamental para atrair empresas multinacionais para a região metropolitana .

Aqui é que entra São José dos Pinhais , também relacionada, numa edição da Exame de dezembro de 97, como a terceira cidade no novo mapa do dinheiro no Brasil. Só perde para as paulistas Indaiatuba e Taubaté. Ganharam o nome de cidades emergentes. As três estão na rota da indústria , no caso de são José dos Pinhais, as montadoras Renault e Volks/Audi , que atrelam outras empresas de manutenção da indústria automobilística. Periferia de Curitiba, São José dos Pinhais teve um surto imobiliário que vai aumentar seus 170 mil habitantes. Porta de saída para a BR-101, que une Curitiba ao Sul do país, São José está acostumada ao movimento e ao improviso. Antes cidade-dormitório, agora tem vida própria .

Problemas e soluções para logo.

Curitiba não é o cartão postal. Seus um milhão e quatrocentos mil habitantes não vivem só de ufanismos. Quarenta por cento da população ativa está na faixa etária de entrar no mercado de trabalho. Quer dizer: em estado de preocupação. Os bairros ainda não têm infra-estrutura total, alguns deles sem rede de esgotos e sem pavimentação básica. As enchentes anuais, quando a temporada de chuvas é abundante, como neste ano, prejudicam a comunicação justamente com ­ isso mesmo ­ São José dos Pinhais. Nenhuma das prefeituras anteriores, nem a atual, conseguiu resolver o escoamento das chuvas na região sul da cidade. Houve tempo em que até o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais , ficou isolado pelo volume de água nas ruas de acesso. O problema não foi resolvido ainda. E é prioridade.

Ser nominada como fonte de riqueza ou bem estar é um selo de aprovação para qualquer cidade , e suas admistrações , atentas ao movimento industrial , devem já ter olhado que alguns aspectos não poder mais ser postergados. O prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi, cobiça o governo do estado na sucessão de Lerner. É ele o controlador da região metropolitana que gravita em torno de Curitiba. Ao assumir, tinha um projeto bem claro para um desenvolvimento integrado. Como permanece quieto , ainda tem dois anos pela frente para por em prática a estrutura que organizou.


Curitiba
Vista parcial




São José dos Pinhais
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Curitiba
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São José dos Pinhais
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Curitiba
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