| < Voltar para o jornal do dia < capa da edição de 13 de março de 1999 |
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melhor quem ri por último? Marilena Braga Rafael Greca, do PFL, ministro do Turismo e Esporte, é candidato ao Palácio Iguaçu. Álvaro Dias, senador pelo PSDB, também. Só que Álvaro nunca diz o que pretende ou o que vai fazer. Depois de atingida a meta, conta a que veio e porque veio. Greca vai falando no meio do caminho. Já acomodou o partido à sua vontade. Tem o apoio explícito do presidente da Assembléia Legislativa, deputado Anibal Curi, que manda em todos os poderes do estado. Eleito com unânimidade para presidir o Legislativo , tem um braço no Judiciário e outro no Executivo. Anibal não gosta de Álvaro Dias. É amigo de fé do ex-governador José Richa. E Richa acusa Álvaro de traição. O governador Jaime Lerner se curva por enquanto à popularidade de Rafael Greca. Mas quer no Palácio Iguaçu, no ano de 2002, o amigo Cassio Taniguchi, que sucedeu Greca na prefeitura de Curitiba. Em 1992, Greca passou a perna em Lerner e Taniguchi. Foi para a convenção ( eram todos do PDT, na época) e tirou Taniguchi do caminho. Quatro anos depois, ajudou a colocá-lo no lugar que deixava. Para a disputa ao governo do estado, parece estar enviando a mesma mensagem a Cassio: primeiro eu, depois você. Enquanto Rafael Greca e seu grupo se articulam, Jaime Lerner faz os planos para sua sucessão. É vôo alto. A presidência da República para ele o Anibal Curi do Brasil, senador Antonio Carlos Magalhães, dá corda para enforcar depois o governo para Cassio e a prefeitura de Curitiba para o deputado federal mais chegado aos amigos de Lerner: Luciano Pizzato. Com isso fecha . Pizzato já concorreu contra Greca em 92 e é genro do secretário cativo de Lerner, o arquiteto Lubomir Ficinski, do Desenvolvimento Urbano. Sorte ajuda, mas não ganha Quem é governo sai com vantagem. Está escancarado que o PFL do Paraná tem nomes sobrando para 2002. Bons nomes. De momento, quem manda no jogo é Rafael Greca. Mas como ministro de um governo fraco, pode se desgastar. Se as instabilidades na área federal se aprofundarem, precisará construir muito bem sua imagem no estado para não ser atingido pela impopularidade do presidente da República. Na mesma situação está Álvaro Dias. Depois de oito anos de jejum nas urnas, conseguiu um mandato de senador sem disputa para valer. A aliança branca com o grupo de Jaime Lerner -aliança unilateral, só do lado de Lerner, o principal interessado em manter Álvaro longe de disputar o governo nas últimas eleições lhe dá vantagens de ser governo estadual e não ser. Uma posição dúbia, escorregadia, onde cada passo precisa ser pensado mirando o palácio do governo em 2002. E ainda carregando nas costas uma legenda mal vista hoje pela população. O PSDB de Fernando Henrique não é uma sigla simpática ao povo em geral, nos dias atuais. Entre Greca e Álvaro uma diferença sutil. O ministro do PFL se serve do governo federal, mas não se responsabiliza pelo desempenho pessoal do presidente Fernando Henrique. Já com Álvaro Dias acontece o contrário. Por chefiar a legenda do governo no Paraná, é atingido diretamente pela carga negativa do fim do reinado do Real. Que Rafael iria fazer nome nacional rápido, cooptando importantes defensores, Fortuna e Virtude já havia previsto na edição de 24 de dezembro de 98 . Se os dois, ministro do PFL e senador do PSDB colocam suas intenções à vista, o terceiro concorrente segue quieto e apostando na falência federal. Cassio Taniguchi, prefeito de Curitiba, espera. Sozinho, não chega a lugar algum. Mas tem o governo do estado para lhe abrir caminho. E o governo só termina em 2002. |
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