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Livros: do papiro à Internet.

O mercado de livros promete movimentar
Curitiba da mesma maneira que já sacode outras capitais
mais desenvolvidas que a nossa. Mas os livreiros não estão
atentos para o mercado paralelo da Internet à sua volta.
O desprezo pela comunicação eletrônica pode
levar grandes projetos a uma vida curta se a visão cultural
se restringir à estreita perspectiva da cidade. A capital
do Paraná não é um centro de cultura e tem
poucas possibilidades de se tornar uma referência nessa
área. Ao contrário do que se propaga, o paranaense
não é tímido, é avarento. E a usura
não combina com grandes horizontes. Enquanto as "confrarias"
pseudo-intelecuais e empresariais - em todas as áreas
- persistirem, vamos ser sempre um estado periférico e
uma capital com folha morta. A do símbolo e a das páginas
literárias.
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